Câncer é um termo genérico usado para designar qualquer tumor maligno. No entanto, é melhor entendido como um conjunto complexo de doenças que podem afetar qualquer órgão do corpo, tendo como característica principal o crescimento celular anormal e desenfreado.
As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa da célula; o citoplasma, que constitui o “corpo” da célula; e o núcleo, onde fica o material genético. O câncer começa com o dano ao DNA, material primário da composição genética. Este dano pode ser herdado de familiares ou, mais comumente, causado por fatores de agressão externos, como o cigarro.
Essa alteração nos genes (mutação) pode levar à perda da regulação do crescimento celular, que passará a acontecer de forma descontrolada. A célula cancerosa, geralmente, cresce de maneira relativamente rápida, formando tumores.
Os tumores podem surgir de forma localizada ou se espalhar, invadindo os tecidos vizinhos. Além disso, podem lançar células cancerosas na circulação sanguínea ou linfática, alcançando outros órgãos à distância e disseminando a doença pelo corpo. Este último processo é chamado de metástase. Dependendo do tipo de célula que forma o tumor, as metástases podem ocorrer de forma mais rápida, mais lenta ou podem não acontecer.
Os sinais e sintomas da presença do câncer no organismo dependem de alguns fatores:
localização primária;
extensão local e relação com estruturas normais;
presença de metástases;
condições básicas de saúde do paciente.
Em algumas ocasiões, o tumor primário pode produzir substâncias biologicamente ativas que atuam à distância, acarretando distúrbios na função endócrina, na regulação do metabolismo corporal ou no sistema nervoso central, o que causa as chamadas síndromes paraneoplásicas.
É importante saber que o diagnóstico de câncer só pode ser definido após uma avaliação de amostra tecidual ou citológica feita por um patologista. O material para análise pode ser conseguido através de vários métodos, como aspiração por agulha, coleta de líquidos corporais por punção, biópsias teciduais e ressecção do tumor primário através de cirurgia. Este material coletado é, então, processado para ser incluído em um bloco de parafina, que, após ser cortado, dará origem a várias lâminas. Elas são levadas a análise no microscópio, na tentativa de que sejam percebidas alterações celulares típicas dos tumores malignos.
Na maior parte dos casos, o patologista é capaz de diagnosticar um tipo específico de câncer. Em casos de diagnóstico - ou de classificação - mais difícil, são necessários testes complementares nas lâminas, usando marcadores específicos dos tumores, o que chamamos de análise imunohistoquímica.
*As informações contidas nesta página não substituem a orientação de um especialista
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domingo, 16 de agosto de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
CONHEÇA OS SINTOMAS DA DIABETES
O conhecimento dos sintomas da diabetes irá certamente ajudar num diagnóstico precoce e num tratamento adequado. Leia mais para ficar a saber acerca dos sintomas desta doença. A diabetes é uma doença caracterizada pelo alto nível de açúcar no sangue, também chamado de hiperglicémia. A hormona insulina, que é produzida pelo pâncreas, controla o metabolismo do açúcar no organismo. Um alto nível de açúcar no sangue pode dever-se a dois factores: uma produção reduzida de insulina ou a resistência por parte do organismo à insulina e, por vezes, a ambos. Há três tipos de diabetes, que se baseiam nas causas. Diabetes de tipo 1é aquele que é devida à falta de produção de insulina pelo corpo, enquanto a diabetes de tipo 2 é o resultado da incapacidade do corpo em utilizar a insulina. A diabetes gestacional assemelha-se à diabetes de tipo 2 e ocorre em mulheres grávidas em qualquer altura durante a sua gravidez. Tanto factores hereditários como ambientais podem ser responsáveis pelo aparecimento da diabetes.Sintomas da DiabetesNormalmente, os primeiros sintomas da diabetes não são tão sérios e muitas vezes passam despercebidos. É por isso que muitas vezes a diabetes não é diagnosticada nos estágios primários. Os sintomas diferem para cada tipo de diabetes. Seguem os sintomas e sinais mais comuns.Urinar frequentemente (poliúria): Uma vez que o nível da glicose no sangue aumenta acima do normal, a filtração e a absorção a nível dos rins é incompleta. Logo, o líquido filtrado resultante, que é eliminado mais tarde sob a forma de urina contém uma determinada quantidade de açúcar. Este açúcar aumenta a pressão osmótica e prejudica a absorção de água por parte dos rins, o que provoca o urinar frequente.Aumento de sede: Devido à poliúria, o organismo perde uma quantidade excessiva de fluido. Para tentar compensar esta perda e equilibrar os níveis de açúcar no sangue, o organismo provoca uma maior vontade de consumir de água.Aumento de apetite: Para baixar o nível de açúcar no sangue, o organismo começa a produzir mais insulina. Uma das principais funções da insulina é o estímulo da fome. Logo, o nível mais elevado de insulina aumenta a sensação de fome.Perda de peso: A perda de peso é devida à perda excessiva de açúcar e de fluidos. Para além disto, a glicose proveniente dos alimentos digeridos não chega ás células do organismo. Um paciente que sofra de diabetes de tipo 1 perde peso muito mais rapidamente que um paciente que sofra de outro tipo de diabetes.Visão turva: O aumento do nível de açúcar no sangue absorve o fluído das lentes oculares devido à alta pressão osmótica. Isto provoca a diminuição da capacidade de focagem, o que por sua vez provoca a visão turva.Aumento da fadiga: Devido ao excesso de produção de urina, o paciente fica desidratado e sente-se cansado. Para além disto, grande parte do açúcar existente no organismo é eliminada através da urina. Logo, há uma diminuição da quantidade de açúcar disponível como fonte de energia, o que aumenta o nível de fadiga.Aumento de infecções e recuperação lenta: Até à data não se conseguiu determinar a causa exacta do aumento do nível de infecções e da diminuição da velocidade de recuperação nos pacientes diabéticos. No entanto, acredita-se que a função imunitária do doente diabético seja comparativamente reduzida relativamente ao de uma pessoa sã. Isto poderá dever-se ao elevado nível de açúcar no sangue, que impede o funcionamento correcto dos glóbulos brancos.A diabetes é uma das doenças crónicas comuns nas gerações actuais. É uma doença muito séria e não deve ser ignorada. Embora a diabetes possa ser tratada através da injecção externa de insulina, não pode ser curada. Apenas o tratamento correcto ao longo do tempo, com medicação, dieta e exercício pode ajudar o paciente a manter-se saudável e a viver mais tempo. Há certas dietas apropriadas para pessoas que sofrem de resistência à insulina que diminuem a velocidade de libertação do açúcar no sangue. A realização regular de testes ao sangue e à urina para a detecção da diabetes é recomendada. As pessoas que sejam obesas e também as que tenham um historial familiar de diabetes deverão tomar precauções maiores.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
TESTEMUNHO DE UM LARINGECTOMIZADO NO IPO DE LISBOA
Experiencia de um laringectomisado.
O diagnóstico caíu-me em cima como uma paulada na nuca. Fiquei atordoado.
Um pequeno incómodo na garganta levou-me a consultar, sucessivamente, um clínico geral e dois otorinos . Todos me tranquilizaram e mandaram embora com umas receitas daquelas do tipo “se não fizer bem ...mal também não faz “.
Finalmente o 3º otorino consultado fez um exame sério e recomendou um TAC, a que se seguiu uma biopsia. A partir do resultado desta......o diagnóstico estava feito e o programa traçado.
Tudo isto se desenvolveu num espaço de tempo muito curto deixando pouco tempo para pensar
ou para fazer perguntas sobre como seria o post operatório e as consequências da laringecto-
mia na vida corrente.
O especialista informou-me perfeitamente sobre os aspectos técnicos da situação e da inter-
venção cirúrgica, mas nada acerca das consequências no plano psicológico. Caminhei para a operação sem preocupações e sem ter ideia de como seria o futuro.
Se tivesse tido uma informação adequado sobre estes aspectos teria evitado muitos momentos
difíceis. Creio saber que no estrangeiro existem associações que ajudam os laringectomisados
desde antes mesmo da intervenção cirúrgica, até á sua adaptação ás novas condições de vida.
A operação correu perfeitamente bem, o tumor pôde ser inteiramente removido,a passagem pela sala de reanimação quase deixou uma boa recordação. Episódio caricato : Ouvindo uma das
jovens e eficazes enfermeiras falando do teto da sua sala que ia pintar nesse fim de semana e apercebendo-me que não tinha ideia de como utilizar um rolo de pintura pedi-lhes ( pela primeira vez ) um papel e um lápis e escrevi como devia fazer. Certamente o efeito das drogas que me tinham injectado....
As primeiras horas no quarto também não foram más apesar dos tubos que me saiam do corpo
e dos rolos de chumaços á roda do pescoço. Abençoadas drogas que tão bem evitam o mal-estar.
Pouco tempo depois as coisas começaram a complicar-se. Comecei a tomar consciência que a
minha respiração (isto é a minha vida) estavam dependentes de um buraco que, artificialmente
me tinham aberto no pescoço e que me parecia muito mais frágil e sensível que os orifícios
originais previstos para o efeito.
Em seguida vêem anunciar-me que devo fazer “Atmosfera húmida “. É a primeira vez que ouço falar em tal coisa.
Alguma dificuldade em respirar com o tubo da “atmosfera” levou-me a recusar continuar com
esta. Bela asneira cujas consequências tive de pagar a seguir .Falo nisto para salientar a falta de informação com que vivia na altura. As enfermeiras bem faziam o que podiam para ajudar e informar,mas seria a elas que competia essa missão ?
Se tivesse sabido da utilidade da “atmosfera”na eliminação dos “rolhões” que tinha no sistema
respiratório e que a “atmosfera” ia ajudar a eliminar teria evitado muitos sustos e muito mal estar.
Só por causa desta asneira tive de voltar á clínica depois de ter tido alta, para fazer “atmosfe-
ra” e ser aspirado e tive de ter um aspirador em casa e fazer “atmosfera” durante muito mais
tempo do que teria sido necessário.
De manhã e á noite as sessões de aspiração eram um tormento, tanto para mim como para minha mulher, condenada a “aspiradora “. No entanto a saída de enormes rolhões provocava um
alivio e um bem estar indescritíveis .
Também todas as noites tinha ( e tenho ) um ritual que era ( é ) o de retirar a canula para a
lavar. Ao principio esta rotina era feita sob enorme tensão nervosa,talvez por um receio inconciente de não poder voltar a colocar a dita canula e ter,em consequência,dificuldades
respiratórias. Utilisei um gel para facilitar a colocação,depois vazelina líquida e actualmente
só com molhar a canula e o estoma é o suficiente para não ter problemas. Mas confesso que,
ainda hoje,sinto,por vezes um”apertozinho” ao efectuar o” tratamento”.
Durante bastante tempo utilisei uma canula “clássica” tubular, da Atos Medical-Provox,com
uma “cassette” filtrante e uma fita á roda do pescoço para segurar a canula. Tomar duche implicava pôr uma proteção á volta do pescoço para evitar a passagem da água, o que complicava
as coisas com o cuidado de não esquecer a proteção para viajar,por exemplo.
Finalmente, ao cabo de mais de 2 anos, resolvi atrever-me a experimentar o “Lary Button
Provox”. Os primeiros dias, tal como a “Atos” prevê,provocaram pequeninas hemorrogias,na zona do estoma,ao retirar o ”botão”. Mas rapidamente este inconveniente desapareceu e as vantagens do sistema impuseram-se. A fita á roda do pescoço deixou de ser necessária ( que alivio !) a respiração é mais fácil,a eliminação das secreções e a manutenção durante o dia também.
E,casualmente,descobri uma coisa que me deu um enorme alivio. Não é necessária sequer qual-
quer proteção especial para tomar duche.
Então acabei por ir mais longe com a experiência. Ao cabo de mais de 3 anos voltei a meter-me
dentro duma piscina. Apertei com o dedo o “obturador” da cassette Provox e arrisquei enfiar a cabeça debaixo de água. Surpresa ! Não entra nem uma gota. Claro para manter a cabeça debaixo de água tem de ser em apneia e mantendo o “obturador” primido. Mas creio que será possível melhorar esta “técnica”. A experiência anterior “dentro de água” é uma ajuda impor-
tante a levar em conta.
Já agora, um comentário acerca das “cassettes” do sistema Provox . A Atos recomenda a sua subsistituição diária o que implica ter á disposição uma quantidade enorme com os consequen-
tes custos exorbitantes. É fácil desmanchar a “cassette” para lavar o elemento filtrante - a pástilha em espuma. Perdem-se certamente virtudes do sistema, mas não me consegui
aperceber-me de quais...Há mais de 2 anos que procedo assim e não constatei nenhuma contra-indicação.
Também experimentei o material Trachi-Naze da Kapitex que é um equivalente do sistema Provox. Quanto a mim o grande inconveniente do Trachi-Naze reside na dificuldade em retirar e recolocar o elemento filtrante com a canula em posição. Perante uma quantidade abundante de secreções esta dificuldade pode revelar-se importante.
Uma das importantes funções das “cassettes” é, não só, a de filtrar o ar inspirado como tam-
bem a de evitar a eventual penetração de insectos ( particularmente para quem se desloque com frequência ao ar livre ).
As firmas especialisadas propõem lenços para colocar ao pescoço e esconder e proteger o es-
toma. São principalmente um elemento estético com o inconveniente de poder ser incomoda-
tivos pelo calor que provocam.
O sistema com o “Lary Buttom” é muito discreto e até permite o uso ( quase ) normal de uma
gravata para alem de permitir uma eliminação das secressões mais fácil do que com as canulas
mais compridas.
Estas observações são apenas o resultado de uma vivência pessoal e não têm outra preten-
ção que não seja a de,eventualmente,serem úteis a alguém nas mesmas circunstancias.
Creio que uma atempada e completa informação,evitaria muitas angustias ao laringectomisado.
É que este sente que a sua vida passou a depender daquele “buraquinho” e daquele “tubinho”.
Anteriormente tinha 2 alternativas mais naturais e convincentes : as narinas e a boca ......
Para terminar este capitulo umas palavras sobre a radioterapia. De facto,por razões de segurança fiz radioterapia. Deveria ser um tratamento sem problemas mas no meu caso foi uma
tortura digna da Santa Inquisição...
Eu explico : para imobilizar a cabeça durante o tratamento é utilisada uma máscara feita á medida da cara num material plástico perfurado e com grandes buracos para o nariz, olhos e boca. Só que a imobilização da cabeça com a dita máscara provocava-me um pânico inexplicável. Só aguentei as sessões graças a uns geniais e radicais (?!) comprimidos que me deixavam completamente atordoado e sem reacções.
Ainda uma observação acerca de uma consequência da anestesia. Bloqueou-me o acto de urinar.
Por causa disso fiquei durante 4 meses com uma algálea e uma das más recordações dessa época foram o retirar da algálea e o voltar a coloca-la, o que teve lugar várias vezes. Finalmente, submtive-me a uma raspagem da próstata o que repôs a normalidade das funções.
Postos estes preliminares vamos ao objectivo destes comentários que é o de referir algumas
observações sobre a comunicação na qualidade de laringéctomisado.
E para começar uma observação que é um dever de justiça :
Se o cirurgião é o “anjo negro” que vos salva a vida roubando-vos a palavra, a/o Terapeuta da fala é o “anjo branco” que vos ajuda a voltar a comunicar e assim a reencontrar uma vida ,quase,
normal. Mas não só.
No meu caso, a Terapeuta da Fala, pela sua experiência, pelo conhecimento de outros casos semelhantes, pelo seu profissionalismo e gentileza ajudou-me a ultrapassar a falta de apoio
psicológico especializado a que me refiro adiante. Bem haja por isso, e bom seria que todos
os “companheiros” no meu caso, tivessem uma ajuda semelhante.
Tenho de começar por dizer,á partida,que para tentar “falar”excluí as soluções que não
a fala esofágica ( e o indispensável apoio do papel e do lápis ).
Infelizmente esta exige muito esforço e muito teino e,confesso, que sou extremamente preguiçoso para esse treino........o que quer dizer que os progressos são desesperadamente lentos.
Após a cirurgia,e durante bastante tempo, limitei-me a utilizar o papel e o lápis sem procurar emitir qualquer som.
Abro aqui um parêntesis para repetir que o factor psicológico tem,em minha opinião,um peso enorme em todo este processo, ante e post operação. Infelizmente esse aspecto é totalmente
ignorado por cá, enquanto que nalguns países os pacientes têm,sistematicamente apoio psicoló-
gico. É um lugar comum dizer que “cada caso é um caso”, mas em maior ou menor grau, seria uma boa coisa para todos.
Mas teria de ser um apoio psicológico por especialistas com capacidades especificas par tais
casos. De facto se o laringéctomisado tiver de juntar aos seus problemas a dificuldade de comunicação com o psicólogo.....a terapia não irá longe.
É que a “ressaca” originada pelo traumatismo sofrido pode não se manifestar imediatamente após a operação. Pode surgir bastante tempo mais tarde quando vida,aparentement,retomou um ritmo normal , e parece ter sido encontrada uma nova maneira de viver.
Voltando ao tema,depressa me apercebi que me fazia entender de algumas pessoas, enquanto que para outros o papel e o lápis eram indispensáveis . E isto não contribuiu muito para melho-
rar o moral.
Com o tempo fui-me apercebendo que a primeira grande diferença entre os “bons entendedo-
res e os maus entendedores” era uma questão de sexo. As mulheres percebem com muitissíma
mais facilidade que os homens a minha “palavra”. A diferença é impressionante. Por vezes é
quase possível manter uma conversa normal. Ao contrário com os homens ...pode ser com-
plicado.........
Não tenho, obviamente, nenhuma explicação . Limito-me a constatar.
Mas se fosse só assim...seria fácil.
Há outro grande grupo ( ambos os sexos ) com uma capacidade de entendimento notável. Trata-
-se dos empregados (as) de cafés e restaurantes. Diria que quase não tenho problemas para me
fazer entender por eles e há muito que não recorro ao papel e ao lápis para encomendar alguma
coisa nesses locais. A explicação poderá estar no facto de que, o número de palavras utilisadas
sendo limitado, a compreensão é mais fácil.
Também não encontrei nenhuma divisão por faixas etárias. Não posso dizer que os jovens ou os
idosos entendem mais ou menos bem. Em todas as idades há bons e maus “entendedores”.
Curiosamente, as crianças que se poderia pensar que tivessem mais facilidade de compreensão,
não revelam qualquer aptitude especial.
Também diria que há pessoas que,á partida pensam “eu não vou entender este tipo”.
E claro,não entendem mesmo !
Mais uma curiosidade : Os bons “entendedores” ouvem algumas palavras completas e, noutros
casos, deduzem a palavra a partir de uma ou duas sílabas e do contexto da frase. Mas quando
se trata de nomes próprios ? Nesse caso ou se consegue pronunciar relativamente bem e alto
....ou só resta recorrer ao papel e ao lápis....( Há sons particularmente difíceis de emitir e que
parecem ocorrer com frequência nos nomes próprios....)
Um episódio caricato é o das pessoas que ouvindo o meu falajar sussurrado acham-se na obri-
gação de meu falar aos berros ( quando não é utilisando a mesma linguagem com que se diri-
gem ás crianças ). Já várias vezes disse : “Posso ser meio mudo...mas não sou surdo !!!!”
E há mais outra situação ao mesmo tempo cómica e frustante. Ocorre quando se fala com uma
pessoa que parece estar a entender perfeitamente o que se lhe está a (tentar) dizer e de re-
pente, pelo seu comentário, apercebemo-nos de que está a léguas do assunto de que se lhe está a falar. Por vezes pode ser divertido, mas geralmente é frustante e muito deprimente.
E também há aqueles que viram a cara de lado, estendendo o ouvido para tentar ouvir melhor...
O resultado é nulo e, mais uma vez, frustante.
Para alguém , como eu, já está meio reformado, o problema da fala..........vai-se gerindo.......
Acredito que a situação seja muito mais complicada quando o problema surge no auge de uma vida activa.
Daí que as motivações para o esforço necessário para treinar uma fala esofágica sejam,neces-
sáriamente e compreensívelmente diferentes.
Sem entrar num campo muito polémico seria interessante poder determinar qual é a responsa-
bilidade das coisas que, ao longo da vida, ficam por dizer, os “sapos engolidos”, na formação de
um tumor localisado de modo implicar a remoção das cordas vocais.
Do mesmo modo poder-se-ia estudar se a maior ou menor facilidade em conseguir uma boa fala
esofágica não tem também uma forte componente psicológica. Mas estes pontos estão fora do
âmbito destes comentários
Há dificuldades na vida corrente do laringectomisado que nem sempre são evidentes para quem fala normalmente .
O falar ao telefone é uma delas. Claro que há laringectomisados que recuperaram o uso da pala-
vra a ponto de poderem falar ao telefone....mas eu refiro-me aos outros. Não falar ao tele-
fone, nos dias de hoje, representa uma limitação importante e uma dependência de alguém que
ajude.
Imagine-se,por exemplo,um qualquer problema conduzindo um automóvel. O telemóvel resolve
Rapidmente o problema de pedir assistencia, mas o “não falante” fica dependente de uma alma caridosa que faça o contacto por ele !
E a propósito de automóvel........É praticamente impossível fazer-me entender dentro de um
automóvel em marcha. No decurso de uma viagem longa é uma situação muito traumatisante ao
sentir-se uma imensa tristeza e isolamento por não poder partilhar os comentários induzidos pelo que se vai vendo e sentindo ao longo do caminho.
Também não é fácil em determinados serviços onde o cliente e o atendedor estão separados por um vidro e falam por meio de um intercomunicador. Abençoado papel e lápis para resolver
a situação.
Mas pode ser mais complicado ao tocar á campainha de um prédio e o quando o intercomunica- dor pergunta :“ Quem é ? “ Nesse caso o papel e o lápis não são grande ajuda.........Talvez ficando á espera que alguém entre ou saia ?
E um gesto tão simples como de pedir uma informação na rua, ou em viagem, quando uma ajuda
para encontrar o caminho certo pode ser determinante ? Torna-se complicado pelo que,pela
minha parte,proucuro prescindir dessas ajudas....
E há mais........Que dizer de quando se quer ser bem educado e entrando num local onde estão
outras pessoas se pretende cumprimentar, nem que seja com um simples “ Boa tarde “?
Sente-se algum mal estar......
Claro que a Internet constitui uma óptima forma de manter o contacto com os amigos de
receber e procurar informação. Mas quando há uma avaria ? Como se contacta com o serviço de
assistência ? Está-se sempre dependente de uma ajuda....( mais problemas para o psicólogo ?)
Uma conversa com 2 ou mesmo 3 pessoas ainda é possível ( ás vezes ajuda quando está um ele-
mento do sexo femenino para .........traduzir ). Mas num grupo maior é fácil sentir-se,se não
marginalisado,pelo menos isolado . É que com o barulho de fundo o pouco som produzido ...não se
ouve ! Neste caso o papel e o lápis também não ajudam .Quando se acaba de escrever já a con-
versa avançou e o comentário perdeu a oportunidade . É frustante ter de “engolir” uma boa
“boca”. No meio de um grupo acaba por pensar-se com frequência “ Mas que estou eu aqui a fa-
zer ? Deixem-me ir para casa !”
Deve ser das situações mais penosas e tristes que me tem sido dado viver.
Aliás não são só as “bocas” que se engolem. Pelo menos no meu caso acabo por simplificar o
contacto com os outros. Exemplificando : Em lugar de dizer “ Entre o que diz o Serviço Mete-
riológico e o céu ameaçador receio que hoje ainda vá chover” diz-se simplesmente “ Vou levar o
guarda-chuva “.
O diálogo nem sempre é fácil. Pode-se exprimir uma opinião mas quando esta é contrariada
pelo opositor, a defesa da opinião emitida torna-se demasiado complicada. Por isso,frequente-
mente, deixa-se cair o tema ou nem sequer se entra na discusão. Mais umas situações que se
“engolem”....
Isto não é tão fácil de suportar como pode parecer ( eu era um grande falador antes da operação ).
Como defesa começa-se a dialogar mentalmente . Inventa-se um dialogo que fica todo no interior que por vezes origina uma acrimónia que não facilita o verdadeiro diálogo com os outros.
As consequências vão mais longe .O facto de fechar-se sobre si mesmo, sem transmitir o
seu sentir aos outros faz com que o comportamento dos outros seja muitas vezes decepcionante o que origina tensões relacionais.
Ainda não sei até que ponto estas dificuldades originam um carácter “rabugento” ou se será
simplesmente o inelutável efeito da idade que origina a “rabugice” O facto é que pequenas contrariedades e decepções são sentidas com uma anormal intensidade que fica,geralmente,por exprimir Parece que se entra num círculo vicioso. Mais sentimentos “engolidos”,mais acrimónia,
mais rabugice ! E a espiral vai sempre crescendo. O carácter vai “azedando”...a relações com os
outros podem complicar-se....
No entanto é de elementar justiça salientar o papel dos familiares e dos amigos. No meu caso o
apoio familiar foi inexcedível o que atenuou muitos problemas, sobretudo nos primeiros tempos
após a operação. A presença dos amigos foi ( e é ) uma constante que evita aquela compreen-
sível, mas muito negativa, tendência para o isolamento que deve ser evitada a todo o custo (ainda que nem sempre seja fácil ).
Para acabar só mais um pequeno comentário. Tenho observado que ao fazer mais esforço para “falar” ou “falando”durante mais tempo aumentam imediatamente as secreções.
Fosse esse o preço a pagar para falar seria com muito gosto que todos nós o pagaríamos..........
HD Lisboa, Maio de 2009
O diagnóstico caíu-me em cima como uma paulada na nuca. Fiquei atordoado.
Um pequeno incómodo na garganta levou-me a consultar, sucessivamente, um clínico geral e dois otorinos . Todos me tranquilizaram e mandaram embora com umas receitas daquelas do tipo “se não fizer bem ...mal também não faz “.
Finalmente o 3º otorino consultado fez um exame sério e recomendou um TAC, a que se seguiu uma biopsia. A partir do resultado desta......o diagnóstico estava feito e o programa traçado.
Tudo isto se desenvolveu num espaço de tempo muito curto deixando pouco tempo para pensar
ou para fazer perguntas sobre como seria o post operatório e as consequências da laringecto-
mia na vida corrente.
O especialista informou-me perfeitamente sobre os aspectos técnicos da situação e da inter-
venção cirúrgica, mas nada acerca das consequências no plano psicológico. Caminhei para a operação sem preocupações e sem ter ideia de como seria o futuro.
Se tivesse tido uma informação adequado sobre estes aspectos teria evitado muitos momentos
difíceis. Creio saber que no estrangeiro existem associações que ajudam os laringectomisados
desde antes mesmo da intervenção cirúrgica, até á sua adaptação ás novas condições de vida.
A operação correu perfeitamente bem, o tumor pôde ser inteiramente removido,a passagem pela sala de reanimação quase deixou uma boa recordação. Episódio caricato : Ouvindo uma das
jovens e eficazes enfermeiras falando do teto da sua sala que ia pintar nesse fim de semana e apercebendo-me que não tinha ideia de como utilizar um rolo de pintura pedi-lhes ( pela primeira vez ) um papel e um lápis e escrevi como devia fazer. Certamente o efeito das drogas que me tinham injectado....
As primeiras horas no quarto também não foram más apesar dos tubos que me saiam do corpo
e dos rolos de chumaços á roda do pescoço. Abençoadas drogas que tão bem evitam o mal-estar.
Pouco tempo depois as coisas começaram a complicar-se. Comecei a tomar consciência que a
minha respiração (isto é a minha vida) estavam dependentes de um buraco que, artificialmente
me tinham aberto no pescoço e que me parecia muito mais frágil e sensível que os orifícios
originais previstos para o efeito.
Em seguida vêem anunciar-me que devo fazer “Atmosfera húmida “. É a primeira vez que ouço falar em tal coisa.
Alguma dificuldade em respirar com o tubo da “atmosfera” levou-me a recusar continuar com
esta. Bela asneira cujas consequências tive de pagar a seguir .Falo nisto para salientar a falta de informação com que vivia na altura. As enfermeiras bem faziam o que podiam para ajudar e informar,mas seria a elas que competia essa missão ?
Se tivesse sabido da utilidade da “atmosfera”na eliminação dos “rolhões” que tinha no sistema
respiratório e que a “atmosfera” ia ajudar a eliminar teria evitado muitos sustos e muito mal estar.
Só por causa desta asneira tive de voltar á clínica depois de ter tido alta, para fazer “atmosfe-
ra” e ser aspirado e tive de ter um aspirador em casa e fazer “atmosfera” durante muito mais
tempo do que teria sido necessário.
De manhã e á noite as sessões de aspiração eram um tormento, tanto para mim como para minha mulher, condenada a “aspiradora “. No entanto a saída de enormes rolhões provocava um
alivio e um bem estar indescritíveis .
Também todas as noites tinha ( e tenho ) um ritual que era ( é ) o de retirar a canula para a
lavar. Ao principio esta rotina era feita sob enorme tensão nervosa,talvez por um receio inconciente de não poder voltar a colocar a dita canula e ter,em consequência,dificuldades
respiratórias. Utilisei um gel para facilitar a colocação,depois vazelina líquida e actualmente
só com molhar a canula e o estoma é o suficiente para não ter problemas. Mas confesso que,
ainda hoje,sinto,por vezes um”apertozinho” ao efectuar o” tratamento”.
Durante bastante tempo utilisei uma canula “clássica” tubular, da Atos Medical-Provox,com
uma “cassette” filtrante e uma fita á roda do pescoço para segurar a canula. Tomar duche implicava pôr uma proteção á volta do pescoço para evitar a passagem da água, o que complicava
as coisas com o cuidado de não esquecer a proteção para viajar,por exemplo.
Finalmente, ao cabo de mais de 2 anos, resolvi atrever-me a experimentar o “Lary Button
Provox”. Os primeiros dias, tal como a “Atos” prevê,provocaram pequeninas hemorrogias,na zona do estoma,ao retirar o ”botão”. Mas rapidamente este inconveniente desapareceu e as vantagens do sistema impuseram-se. A fita á roda do pescoço deixou de ser necessária ( que alivio !) a respiração é mais fácil,a eliminação das secreções e a manutenção durante o dia também.
E,casualmente,descobri uma coisa que me deu um enorme alivio. Não é necessária sequer qual-
quer proteção especial para tomar duche.
Então acabei por ir mais longe com a experiência. Ao cabo de mais de 3 anos voltei a meter-me
dentro duma piscina. Apertei com o dedo o “obturador” da cassette Provox e arrisquei enfiar a cabeça debaixo de água. Surpresa ! Não entra nem uma gota. Claro para manter a cabeça debaixo de água tem de ser em apneia e mantendo o “obturador” primido. Mas creio que será possível melhorar esta “técnica”. A experiência anterior “dentro de água” é uma ajuda impor-
tante a levar em conta.
Já agora, um comentário acerca das “cassettes” do sistema Provox . A Atos recomenda a sua subsistituição diária o que implica ter á disposição uma quantidade enorme com os consequen-
tes custos exorbitantes. É fácil desmanchar a “cassette” para lavar o elemento filtrante - a pástilha em espuma. Perdem-se certamente virtudes do sistema, mas não me consegui
aperceber-me de quais...Há mais de 2 anos que procedo assim e não constatei nenhuma contra-indicação.
Também experimentei o material Trachi-Naze da Kapitex que é um equivalente do sistema Provox. Quanto a mim o grande inconveniente do Trachi-Naze reside na dificuldade em retirar e recolocar o elemento filtrante com a canula em posição. Perante uma quantidade abundante de secreções esta dificuldade pode revelar-se importante.
Uma das importantes funções das “cassettes” é, não só, a de filtrar o ar inspirado como tam-
bem a de evitar a eventual penetração de insectos ( particularmente para quem se desloque com frequência ao ar livre ).
As firmas especialisadas propõem lenços para colocar ao pescoço e esconder e proteger o es-
toma. São principalmente um elemento estético com o inconveniente de poder ser incomoda-
tivos pelo calor que provocam.
O sistema com o “Lary Buttom” é muito discreto e até permite o uso ( quase ) normal de uma
gravata para alem de permitir uma eliminação das secressões mais fácil do que com as canulas
mais compridas.
Estas observações são apenas o resultado de uma vivência pessoal e não têm outra preten-
ção que não seja a de,eventualmente,serem úteis a alguém nas mesmas circunstancias.
Creio que uma atempada e completa informação,evitaria muitas angustias ao laringectomisado.
É que este sente que a sua vida passou a depender daquele “buraquinho” e daquele “tubinho”.
Anteriormente tinha 2 alternativas mais naturais e convincentes : as narinas e a boca ......
Para terminar este capitulo umas palavras sobre a radioterapia. De facto,por razões de segurança fiz radioterapia. Deveria ser um tratamento sem problemas mas no meu caso foi uma
tortura digna da Santa Inquisição...
Eu explico : para imobilizar a cabeça durante o tratamento é utilisada uma máscara feita á medida da cara num material plástico perfurado e com grandes buracos para o nariz, olhos e boca. Só que a imobilização da cabeça com a dita máscara provocava-me um pânico inexplicável. Só aguentei as sessões graças a uns geniais e radicais (?!) comprimidos que me deixavam completamente atordoado e sem reacções.
Ainda uma observação acerca de uma consequência da anestesia. Bloqueou-me o acto de urinar.
Por causa disso fiquei durante 4 meses com uma algálea e uma das más recordações dessa época foram o retirar da algálea e o voltar a coloca-la, o que teve lugar várias vezes. Finalmente, submtive-me a uma raspagem da próstata o que repôs a normalidade das funções.
Postos estes preliminares vamos ao objectivo destes comentários que é o de referir algumas
observações sobre a comunicação na qualidade de laringéctomisado.
E para começar uma observação que é um dever de justiça :
Se o cirurgião é o “anjo negro” que vos salva a vida roubando-vos a palavra, a/o Terapeuta da fala é o “anjo branco” que vos ajuda a voltar a comunicar e assim a reencontrar uma vida ,quase,
normal. Mas não só.
No meu caso, a Terapeuta da Fala, pela sua experiência, pelo conhecimento de outros casos semelhantes, pelo seu profissionalismo e gentileza ajudou-me a ultrapassar a falta de apoio
psicológico especializado a que me refiro adiante. Bem haja por isso, e bom seria que todos
os “companheiros” no meu caso, tivessem uma ajuda semelhante.
Tenho de começar por dizer,á partida,que para tentar “falar”excluí as soluções que não
a fala esofágica ( e o indispensável apoio do papel e do lápis ).
Infelizmente esta exige muito esforço e muito teino e,confesso, que sou extremamente preguiçoso para esse treino........o que quer dizer que os progressos são desesperadamente lentos.
Após a cirurgia,e durante bastante tempo, limitei-me a utilizar o papel e o lápis sem procurar emitir qualquer som.
Abro aqui um parêntesis para repetir que o factor psicológico tem,em minha opinião,um peso enorme em todo este processo, ante e post operação. Infelizmente esse aspecto é totalmente
ignorado por cá, enquanto que nalguns países os pacientes têm,sistematicamente apoio psicoló-
gico. É um lugar comum dizer que “cada caso é um caso”, mas em maior ou menor grau, seria uma boa coisa para todos.
Mas teria de ser um apoio psicológico por especialistas com capacidades especificas par tais
casos. De facto se o laringéctomisado tiver de juntar aos seus problemas a dificuldade de comunicação com o psicólogo.....a terapia não irá longe.
É que a “ressaca” originada pelo traumatismo sofrido pode não se manifestar imediatamente após a operação. Pode surgir bastante tempo mais tarde quando vida,aparentement,retomou um ritmo normal , e parece ter sido encontrada uma nova maneira de viver.
Voltando ao tema,depressa me apercebi que me fazia entender de algumas pessoas, enquanto que para outros o papel e o lápis eram indispensáveis . E isto não contribuiu muito para melho-
rar o moral.
Com o tempo fui-me apercebendo que a primeira grande diferença entre os “bons entendedo-
res e os maus entendedores” era uma questão de sexo. As mulheres percebem com muitissíma
mais facilidade que os homens a minha “palavra”. A diferença é impressionante. Por vezes é
quase possível manter uma conversa normal. Ao contrário com os homens ...pode ser com-
plicado.........
Não tenho, obviamente, nenhuma explicação . Limito-me a constatar.
Mas se fosse só assim...seria fácil.
Há outro grande grupo ( ambos os sexos ) com uma capacidade de entendimento notável. Trata-
-se dos empregados (as) de cafés e restaurantes. Diria que quase não tenho problemas para me
fazer entender por eles e há muito que não recorro ao papel e ao lápis para encomendar alguma
coisa nesses locais. A explicação poderá estar no facto de que, o número de palavras utilisadas
sendo limitado, a compreensão é mais fácil.
Também não encontrei nenhuma divisão por faixas etárias. Não posso dizer que os jovens ou os
idosos entendem mais ou menos bem. Em todas as idades há bons e maus “entendedores”.
Curiosamente, as crianças que se poderia pensar que tivessem mais facilidade de compreensão,
não revelam qualquer aptitude especial.
Também diria que há pessoas que,á partida pensam “eu não vou entender este tipo”.
E claro,não entendem mesmo !
Mais uma curiosidade : Os bons “entendedores” ouvem algumas palavras completas e, noutros
casos, deduzem a palavra a partir de uma ou duas sílabas e do contexto da frase. Mas quando
se trata de nomes próprios ? Nesse caso ou se consegue pronunciar relativamente bem e alto
....ou só resta recorrer ao papel e ao lápis....( Há sons particularmente difíceis de emitir e que
parecem ocorrer com frequência nos nomes próprios....)
Um episódio caricato é o das pessoas que ouvindo o meu falajar sussurrado acham-se na obri-
gação de meu falar aos berros ( quando não é utilisando a mesma linguagem com que se diri-
gem ás crianças ). Já várias vezes disse : “Posso ser meio mudo...mas não sou surdo !!!!”
E há mais outra situação ao mesmo tempo cómica e frustante. Ocorre quando se fala com uma
pessoa que parece estar a entender perfeitamente o que se lhe está a (tentar) dizer e de re-
pente, pelo seu comentário, apercebemo-nos de que está a léguas do assunto de que se lhe está a falar. Por vezes pode ser divertido, mas geralmente é frustante e muito deprimente.
E também há aqueles que viram a cara de lado, estendendo o ouvido para tentar ouvir melhor...
O resultado é nulo e, mais uma vez, frustante.
Para alguém , como eu, já está meio reformado, o problema da fala..........vai-se gerindo.......
Acredito que a situação seja muito mais complicada quando o problema surge no auge de uma vida activa.
Daí que as motivações para o esforço necessário para treinar uma fala esofágica sejam,neces-
sáriamente e compreensívelmente diferentes.
Sem entrar num campo muito polémico seria interessante poder determinar qual é a responsa-
bilidade das coisas que, ao longo da vida, ficam por dizer, os “sapos engolidos”, na formação de
um tumor localisado de modo implicar a remoção das cordas vocais.
Do mesmo modo poder-se-ia estudar se a maior ou menor facilidade em conseguir uma boa fala
esofágica não tem também uma forte componente psicológica. Mas estes pontos estão fora do
âmbito destes comentários
Há dificuldades na vida corrente do laringectomisado que nem sempre são evidentes para quem fala normalmente .
O falar ao telefone é uma delas. Claro que há laringectomisados que recuperaram o uso da pala-
vra a ponto de poderem falar ao telefone....mas eu refiro-me aos outros. Não falar ao tele-
fone, nos dias de hoje, representa uma limitação importante e uma dependência de alguém que
ajude.
Imagine-se,por exemplo,um qualquer problema conduzindo um automóvel. O telemóvel resolve
Rapidmente o problema de pedir assistencia, mas o “não falante” fica dependente de uma alma caridosa que faça o contacto por ele !
E a propósito de automóvel........É praticamente impossível fazer-me entender dentro de um
automóvel em marcha. No decurso de uma viagem longa é uma situação muito traumatisante ao
sentir-se uma imensa tristeza e isolamento por não poder partilhar os comentários induzidos pelo que se vai vendo e sentindo ao longo do caminho.
Também não é fácil em determinados serviços onde o cliente e o atendedor estão separados por um vidro e falam por meio de um intercomunicador. Abençoado papel e lápis para resolver
a situação.
Mas pode ser mais complicado ao tocar á campainha de um prédio e o quando o intercomunica- dor pergunta :“ Quem é ? “ Nesse caso o papel e o lápis não são grande ajuda.........Talvez ficando á espera que alguém entre ou saia ?
E um gesto tão simples como de pedir uma informação na rua, ou em viagem, quando uma ajuda
para encontrar o caminho certo pode ser determinante ? Torna-se complicado pelo que,pela
minha parte,proucuro prescindir dessas ajudas....
E há mais........Que dizer de quando se quer ser bem educado e entrando num local onde estão
outras pessoas se pretende cumprimentar, nem que seja com um simples “ Boa tarde “?
Sente-se algum mal estar......
Claro que a Internet constitui uma óptima forma de manter o contacto com os amigos de
receber e procurar informação. Mas quando há uma avaria ? Como se contacta com o serviço de
assistência ? Está-se sempre dependente de uma ajuda....( mais problemas para o psicólogo ?)
Uma conversa com 2 ou mesmo 3 pessoas ainda é possível ( ás vezes ajuda quando está um ele-
mento do sexo femenino para .........traduzir ). Mas num grupo maior é fácil sentir-se,se não
marginalisado,pelo menos isolado . É que com o barulho de fundo o pouco som produzido ...não se
ouve ! Neste caso o papel e o lápis também não ajudam .Quando se acaba de escrever já a con-
versa avançou e o comentário perdeu a oportunidade . É frustante ter de “engolir” uma boa
“boca”. No meio de um grupo acaba por pensar-se com frequência “ Mas que estou eu aqui a fa-
zer ? Deixem-me ir para casa !”
Deve ser das situações mais penosas e tristes que me tem sido dado viver.
Aliás não são só as “bocas” que se engolem. Pelo menos no meu caso acabo por simplificar o
contacto com os outros. Exemplificando : Em lugar de dizer “ Entre o que diz o Serviço Mete-
riológico e o céu ameaçador receio que hoje ainda vá chover” diz-se simplesmente “ Vou levar o
guarda-chuva “.
O diálogo nem sempre é fácil. Pode-se exprimir uma opinião mas quando esta é contrariada
pelo opositor, a defesa da opinião emitida torna-se demasiado complicada. Por isso,frequente-
mente, deixa-se cair o tema ou nem sequer se entra na discusão. Mais umas situações que se
“engolem”....
Isto não é tão fácil de suportar como pode parecer ( eu era um grande falador antes da operação ).
Como defesa começa-se a dialogar mentalmente . Inventa-se um dialogo que fica todo no interior que por vezes origina uma acrimónia que não facilita o verdadeiro diálogo com os outros.
As consequências vão mais longe .O facto de fechar-se sobre si mesmo, sem transmitir o
seu sentir aos outros faz com que o comportamento dos outros seja muitas vezes decepcionante o que origina tensões relacionais.
Ainda não sei até que ponto estas dificuldades originam um carácter “rabugento” ou se será
simplesmente o inelutável efeito da idade que origina a “rabugice” O facto é que pequenas contrariedades e decepções são sentidas com uma anormal intensidade que fica,geralmente,por exprimir Parece que se entra num círculo vicioso. Mais sentimentos “engolidos”,mais acrimónia,
mais rabugice ! E a espiral vai sempre crescendo. O carácter vai “azedando”...a relações com os
outros podem complicar-se....
No entanto é de elementar justiça salientar o papel dos familiares e dos amigos. No meu caso o
apoio familiar foi inexcedível o que atenuou muitos problemas, sobretudo nos primeiros tempos
após a operação. A presença dos amigos foi ( e é ) uma constante que evita aquela compreen-
sível, mas muito negativa, tendência para o isolamento que deve ser evitada a todo o custo (ainda que nem sempre seja fácil ).
Para acabar só mais um pequeno comentário. Tenho observado que ao fazer mais esforço para “falar” ou “falando”durante mais tempo aumentam imediatamente as secreções.
Fosse esse o preço a pagar para falar seria com muito gosto que todos nós o pagaríamos..........
HD Lisboa, Maio de 2009
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terça-feira, 26 de maio de 2009
TESTEMUNHO DE UM LARINGECTOMIZADO NO IPO DE LISBOA
Dar voz à voz
Por: ORLANDO MONTEIRO
Feito o diagnóstico,tudo se desenvolve num espaço de tempo curto - ou assim deveria ser - sem que por diversas razões sejam feitas perguntas aos profissionais de
saúde acerca do periodo pós operatório e quais as consequências na vida do dia a dia do laringectomizado. O doente, por isso, parte, sem grandes preocupações em relação ao futuro, para uma nova etapa da sua vida , não tendo bem a noção das consequências profundas que tal passo irá significar para a sua vida futura.
Existe, assim, uma grande falta de informação que o vai apanhar desprevenido. Não menos importante, são as consequências psicológicas pelas quais o paciente vai passar, uma vez que estas não são abordadas pelo médico ou outros profissionais de saúde, constituindo este aspecto um verdadeiro salto para o desconhecido! Uma informação adequada e atempada acerca de todos estes aspectos evitaria, certamente, muitos momentos dificeis. A este respeito, seria de considerar seriamente um apoio que só tivesse por objectivo ajudar e informar os doentes desde antes da intervenção cirúrgica até à sua adaptação às novas condições de vida.
Após a operação e alguns sobressaltos que vão surgindo, segue-se uma outra etapa importantissima, ou seja a terapia da fala. Estes sobressaltos variam de caso para
caso, sendo alguns evitáveis se o doente tivesse sido, antecipadamente, alertado para eles - mais uma vez está aqui presente a falta de informação tão necessária e útil.
Através da terapia da fala, o Laringectomizado vai poder voltar a comunicar e assim reencontrar uma vida quase normal. É este um periodo de grande esforço e persistência para que os resultados se vejam o mais rápido e eficazmente possível. Requer esta fase o esforço árduo, paciência e treino intensivo por parte do laringectomizado para que os progressos se comecem a notar. Nesta altura é de realçar a preciosa ajuda de um Terapeuta da Fala: com a sua expriência , tambem paciência , profissiona-
lismo e dedicação ajuda para que o doente "REAPRENDA" a falar, assim como o apoio psicologico. Mais uma vez fica bem clara a necessidade de um apoio psicologico
especilizado, tendo em vista a dificuldade de comunicação destes doentes.
Uma vez " REAPRENDIDO" a falar com a sua nova voz, na vida quatidiana surgem, mesmo assim, algumas dificuldades para se fazer entender pelos outros.
* Assim falar ao TELEFONE pode tornar-se complicado
* Em sitios onde haja muita gente, o entendimento é dificultado,
quer dizer ser ouvido e entendido pelos outros.
* Tambem não é fácil determinados serviços onde o cliente e o atendedor estão separados
por um vidro e falam por meio de um intercomonicador:
* Pode ser complicado tocar à campainha de um prédio e responder a quem pergunta
QUEM É.
* Participar na conversa de um grupo muito grande tambem pode ser complicado.
* Tentar comunicar, dentro de um carro com os outros viajantes, torna-se igualmente dificil.
* O alfacto deixa de existir praticamente, com todas as suas consequências negativas que isso acarreta.
* Estas circunstâncias podem influenciar negativamente o estado de espirito procando uma hipersensibilidade
e irritabilidade mais frequente.
De acordo com o testemunho de muitos Laringectomizados, o sexo femenino entende melhor os Laringectomizados do que os masculinos:
Em todas as idades há bons e maus entendedores:
Os que parecem estar a entender mas que depois por um comentário se vê que está longe do assunto em causa:
Outros hà que respondem aos berros, quando na realidade o problema não é o da audição:
Enfim, ficam relatados apenas algumas dificuldades na comunicaçãodo do Laringectomizado com os outros. No entanto, é de salientar que nunca tal eventuali-
dade deve ser razão para desanimo.. há sempre o papel e o lápis ou brincar com os outros dizendõ-lhes que eles é que são maus entendedores. Nunca nenhuma dificuldade em comunicar deve ser razão para a auto-marginalização não querendo estar com os outros,o Laringectomizado deve fazer notar a sua dificuldade e assim impor-se aos
outros.
Os assuntos supra mencionados podem assumir uma maior importância na vida laboral activa. Mas tambem aqui, a força de vontade de cada um para se superar
a si mesmo e superar as suas limitações é fundamental. É exemplo disto, o grande numero de Laringectomizados que trabalha, alguns deles desempenhando funções de
responsabilidade. Perder a laringe não significa perder a capacidade intelectual.
O Laringectomizado não deverá fechar-se sobre si, guardando no seu interior emoções, ideias e reparos. Deve"falar" ou melhor dizendo, F A L E J A R,
parafraseando um outro Laringectomizado. Deverá, antes, colocar~se entre os outros como um igual.
Texto escrito por :HENRIQUE DOMINGUEZ
Por: ORLANDO MONTEIRO
Feito o diagnóstico,tudo se desenvolve num espaço de tempo curto - ou assim deveria ser - sem que por diversas razões sejam feitas perguntas aos profissionais de
saúde acerca do periodo pós operatório e quais as consequências na vida do dia a dia do laringectomizado. O doente, por isso, parte, sem grandes preocupações em relação ao futuro, para uma nova etapa da sua vida , não tendo bem a noção das consequências profundas que tal passo irá significar para a sua vida futura.
Existe, assim, uma grande falta de informação que o vai apanhar desprevenido. Não menos importante, são as consequências psicológicas pelas quais o paciente vai passar, uma vez que estas não são abordadas pelo médico ou outros profissionais de saúde, constituindo este aspecto um verdadeiro salto para o desconhecido! Uma informação adequada e atempada acerca de todos estes aspectos evitaria, certamente, muitos momentos dificeis. A este respeito, seria de considerar seriamente um apoio que só tivesse por objectivo ajudar e informar os doentes desde antes da intervenção cirúrgica até à sua adaptação às novas condições de vida.
Após a operação e alguns sobressaltos que vão surgindo, segue-se uma outra etapa importantissima, ou seja a terapia da fala. Estes sobressaltos variam de caso para
caso, sendo alguns evitáveis se o doente tivesse sido, antecipadamente, alertado para eles - mais uma vez está aqui presente a falta de informação tão necessária e útil.
Através da terapia da fala, o Laringectomizado vai poder voltar a comunicar e assim reencontrar uma vida quase normal. É este um periodo de grande esforço e persistência para que os resultados se vejam o mais rápido e eficazmente possível. Requer esta fase o esforço árduo, paciência e treino intensivo por parte do laringectomizado para que os progressos se comecem a notar. Nesta altura é de realçar a preciosa ajuda de um Terapeuta da Fala: com a sua expriência , tambem paciência , profissiona-
lismo e dedicação ajuda para que o doente "REAPRENDA" a falar, assim como o apoio psicologico. Mais uma vez fica bem clara a necessidade de um apoio psicologico
especilizado, tendo em vista a dificuldade de comunicação destes doentes.
Uma vez " REAPRENDIDO" a falar com a sua nova voz, na vida quatidiana surgem, mesmo assim, algumas dificuldades para se fazer entender pelos outros.
* Assim falar ao TELEFONE pode tornar-se complicado
* Em sitios onde haja muita gente, o entendimento é dificultado,
quer dizer ser ouvido e entendido pelos outros.
* Tambem não é fácil determinados serviços onde o cliente e o atendedor estão separados
por um vidro e falam por meio de um intercomonicador:
* Pode ser complicado tocar à campainha de um prédio e responder a quem pergunta
QUEM É.
* Participar na conversa de um grupo muito grande tambem pode ser complicado.
* Tentar comunicar, dentro de um carro com os outros viajantes, torna-se igualmente dificil.
* O alfacto deixa de existir praticamente, com todas as suas consequências negativas que isso acarreta.
* Estas circunstâncias podem influenciar negativamente o estado de espirito procando uma hipersensibilidade
e irritabilidade mais frequente.
De acordo com o testemunho de muitos Laringectomizados, o sexo femenino entende melhor os Laringectomizados do que os masculinos:
Em todas as idades há bons e maus entendedores:
Os que parecem estar a entender mas que depois por um comentário se vê que está longe do assunto em causa:
Outros hà que respondem aos berros, quando na realidade o problema não é o da audição:
Enfim, ficam relatados apenas algumas dificuldades na comunicaçãodo do Laringectomizado com os outros. No entanto, é de salientar que nunca tal eventuali-
dade deve ser razão para desanimo.. há sempre o papel e o lápis ou brincar com os outros dizendõ-lhes que eles é que são maus entendedores. Nunca nenhuma dificuldade em comunicar deve ser razão para a auto-marginalização não querendo estar com os outros,o Laringectomizado deve fazer notar a sua dificuldade e assim impor-se aos
outros.
Os assuntos supra mencionados podem assumir uma maior importância na vida laboral activa. Mas tambem aqui, a força de vontade de cada um para se superar
a si mesmo e superar as suas limitações é fundamental. É exemplo disto, o grande numero de Laringectomizados que trabalha, alguns deles desempenhando funções de
responsabilidade. Perder a laringe não significa perder a capacidade intelectual.
O Laringectomizado não deverá fechar-se sobre si, guardando no seu interior emoções, ideias e reparos. Deve"falar" ou melhor dizendo, F A L E J A R,
parafraseando um outro Laringectomizado. Deverá, antes, colocar~se entre os outros como um igual.
Texto escrito por :HENRIQUE DOMINGUEZ
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
PUBLICADO POR FERNANDO SILVA
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SER LARINGECTOMIZADO
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
DEPOIS DA ALTA
Caros amigos,depois da alta vamos ter que regressar a casa e tentar descansar, pois na grande maioria dos casos vamos ter que fazer sessões de radioterapia.Por isso descanse o mais que puder e tente com calma voltar o mais possivel a suarotina anterior.Va passear, saia de casa, volte ao café do bairro ou ao jardim onde param os seus amigos,faça o que lhe apetecer menos isolar-se em casa.Ja sei que é dificil , as pessoas ao principio vão evita-lo, vão dizer que estão atrasadas e tem de ir andando, mas acredite com o tempo elas vão-se habituando a aceita-lo comovoçê é agora.Vá tentando falar com a familia, vai ver que com o tempo vão começando a entende-lo,tente o mais possivel manter-se calmo, enervar-se não vai valer de nada, só vai piorar a sua situação e a dos que o rodeiam.Descontraia, e se não consegue fazer com que o entendam,escreva,pois neste momemntovoçê passou a ter outras prioridades na sua vida, e uma delas e recuperar o melhor da intervenção a que foi sujeito.Tente estar alegre, vai ver que se sente muito melhor, as possiveis dificuldades que senteno seu braço direito são devidas a cirurgia que sofreu,assim como a cara inchado,vai verque com o tempo tudo vai melhorando.AGORA E UM DIA DE CADA VEZ,NÃO SE ESQUEÇA!
Publicada por Fernando Silva em 8:48 1 comentários
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
INTERNAMENTO E CIRURGIA
Caros amigoso internamnto é momento em que sentimos de que as coisas vão mudar,como será depois da intervenção.No momento do internamento é prestado pelo pessoal de enfermageme medico, tudo o que se vai passar durante o mesmo,como será feito aintervenção e como ficará depois dela.O acordar da intervenção é o momento mais marcante, porque vai sentir que realmente existem mudanças, a sua voz desapareceu e a sua respiraçãocomo a conhecia alterou-se no trajecto.O seu cheiro desapareceu, as suas orelhas ficaram insensiveis e parte doseu rosto tambem.Vai ser neste momento que vai ter de enfrentar a nova realidade comalento,porque a cura começa em si,os medicos fizeram o milagre delesagora esperam que voçe faça o seu seu.Lembrem-se o processo de recuperação é lento, por isso não tenha pressasiga os conselhos que lhe são dados por todo o pessoal medico,esses conselhosvão ajuda-lo a compreender o processo de recuperação .Evite os acessos de raiva, não levam a lado nenhum e pelo contrario sóatrasam a sua recuperação.Se tivere duvidas faça perguntas,vai ver quetodo o pessoal de enfermagem o vai ajudar.Confie e vai ver que logo,logo vai ter alta.
Publicada por Fernando Silva em 5:16 0 comentários
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
INICIO ( O DIAGNOSTICO)
Tudo começa no diagnostico,é quando somos confrontados com a realidade que sofremos oprimeiro embate, é nesse preciso momento que nos debatemos com diferentes tipos desentimentos.Alguns de nos sentem revolta outros enfrentam com calma aparente o que vem a seguir, e éprecisamente a revolta que devemos evitar,porque na maioria dos casos a culpa é nossa e nãode quem nos rodeia.Porque fomos nós que fumamos, bebemos e falamos em excesso sem nunca nos preocuparmoscom a nossa voz e a nossa saude, e porque assim foi não temos que massacrar quem nos rodeia,e que vai sofrer como nós, mesmo que seja de outra forma.A melhor forma de lidar com a doença a partir desse momento e com calma,tentarmos sabero mais possivel sobre a doença e os seus tratamentos e para isso temos a internet e não só,temo seu medico que lhe vai dizer todos os passos a seguir assim como o pessoal de enfermagemque lhe presta aconselhamento e pode também contar com a ajuda da MOVApLAR.E se acha que não consegue peça ajuda do psicologo,não tenha preconceitos eles existem paranos ajudar.E acima de tudo procure a sua familia ela vai ser muito importante, fale com ela ,,desabafediga o que lhe vai na alma porque só assim eles podem ajudar.
SER LARINGECTOMIZADO
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
DEPOIS DA ALTA
Caros amigos,depois da alta vamos ter que regressar a casa e tentar descansar, pois na grande maioria dos casos vamos ter que fazer sessões de radioterapia.Por isso descanse o mais que puder e tente com calma voltar o mais possivel a suarotina anterior.Va passear, saia de casa, volte ao café do bairro ou ao jardim onde param os seus amigos,faça o que lhe apetecer menos isolar-se em casa.Ja sei que é dificil , as pessoas ao principio vão evita-lo, vão dizer que estão atrasadas e tem de ir andando, mas acredite com o tempo elas vão-se habituando a aceita-lo comovoçê é agora.Vá tentando falar com a familia, vai ver que com o tempo vão começando a entende-lo,tente o mais possivel manter-se calmo, enervar-se não vai valer de nada, só vai piorar a sua situação e a dos que o rodeiam.Descontraia, e se não consegue fazer com que o entendam,escreva,pois neste momemntovoçê passou a ter outras prioridades na sua vida, e uma delas e recuperar o melhor da intervenção a que foi sujeito.Tente estar alegre, vai ver que se sente muito melhor, as possiveis dificuldades que senteno seu braço direito são devidas a cirurgia que sofreu,assim como a cara inchado,vai verque com o tempo tudo vai melhorando.AGORA E UM DIA DE CADA VEZ,NÃO SE ESQUEÇA!
Publicada por Fernando Silva em 8:48 1 comentários
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
INTERNAMENTO E CIRURGIA
Caros amigoso internamnto é momento em que sentimos de que as coisas vão mudar,como será depois da intervenção.No momento do internamento é prestado pelo pessoal de enfermageme medico, tudo o que se vai passar durante o mesmo,como será feito aintervenção e como ficará depois dela.O acordar da intervenção é o momento mais marcante, porque vai sentir que realmente existem mudanças, a sua voz desapareceu e a sua respiraçãocomo a conhecia alterou-se no trajecto.O seu cheiro desapareceu, as suas orelhas ficaram insensiveis e parte doseu rosto tambem.Vai ser neste momento que vai ter de enfrentar a nova realidade comalento,porque a cura começa em si,os medicos fizeram o milagre delesagora esperam que voçe faça o seu seu.Lembrem-se o processo de recuperação é lento, por isso não tenha pressasiga os conselhos que lhe são dados por todo o pessoal medico,esses conselhosvão ajuda-lo a compreender o processo de recuperação .Evite os acessos de raiva, não levam a lado nenhum e pelo contrario sóatrasam a sua recuperação.Se tivere duvidas faça perguntas,vai ver quetodo o pessoal de enfermagem o vai ajudar.Confie e vai ver que logo,logo vai ter alta.
Publicada por Fernando Silva em 5:16 0 comentários
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
INICIO ( O DIAGNOSTICO)
Tudo começa no diagnostico,é quando somos confrontados com a realidade que sofremos oprimeiro embate, é nesse preciso momento que nos debatemos com diferentes tipos desentimentos.Alguns de nos sentem revolta outros enfrentam com calma aparente o que vem a seguir, e éprecisamente a revolta que devemos evitar,porque na maioria dos casos a culpa é nossa e nãode quem nos rodeia.Porque fomos nós que fumamos, bebemos e falamos em excesso sem nunca nos preocuparmoscom a nossa voz e a nossa saude, e porque assim foi não temos que massacrar quem nos rodeia,e que vai sofrer como nós, mesmo que seja de outra forma.A melhor forma de lidar com a doença a partir desse momento e com calma,tentarmos sabero mais possivel sobre a doença e os seus tratamentos e para isso temos a internet e não só,temo seu medico que lhe vai dizer todos os passos a seguir assim como o pessoal de enfermagemque lhe presta aconselhamento e pode também contar com a ajuda da MOVApLAR.E se acha que não consegue peça ajuda do psicologo,não tenha preconceitos eles existem paranos ajudar.E acima de tudo procure a sua familia ela vai ser muito importante, fale com ela ,,desabafediga o que lhe vai na alma porque só assim eles podem ajudar.
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