terça-feira, 26 de maio de 2009

TESTEMUNHO DE UM LARINGECTOMIZADO NO IPO DE LISBOA

Dar voz à voz
Por: ORLANDO MONTEIRO




Feito o diagnóstico,tudo se desenvolve num espaço de tempo curto - ou assim deveria ser - sem que por diversas razões sejam feitas perguntas aos profissionais de
saúde acerca do periodo pós operatório e quais as consequências na vida do dia a dia do laringectomizado. O doente, por isso, parte, sem grandes preocupações em relação ao futuro, para uma nova etapa da sua vida , não tendo bem a noção das consequências profundas que tal passo irá significar para a sua vida futura.

Existe, assim, uma grande falta de informação que o vai apanhar desprevenido. Não menos importante, são as consequências psicológicas pelas quais o paciente vai passar, uma vez que estas não são abordadas pelo médico ou outros profissionais de saúde, constituindo este aspecto um verdadeiro salto para o desconhecido! Uma informação adequada e atempada acerca de todos estes aspectos evitaria, certamente, muitos momentos dificeis. A este respeito, seria de considerar seriamente um apoio que só tivesse por objectivo ajudar e informar os doentes desde antes da intervenção cirúrgica até à sua adaptação às novas condições de vida.

Após a operação e alguns sobressaltos que vão surgindo, segue-se uma outra etapa importantissima, ou seja a terapia da fala. Estes sobressaltos variam de caso para
caso, sendo alguns evitáveis se o doente tivesse sido, antecipadamente, alertado para eles - mais uma vez está aqui presente a falta de informação tão necessária e útil.

Através da terapia da fala, o Laringectomizado vai poder voltar a comunicar e assim reencontrar uma vida quase normal. É este um periodo de grande esforço e persistência para que os resultados se vejam o mais rápido e eficazmente possível. Requer esta fase o esforço árduo, paciência e treino intensivo por parte do laringectomizado para que os progressos se comecem a notar. Nesta altura é de realçar a preciosa ajuda de um Terapeuta da Fala: com a sua expriência , tambem paciência , profissiona-
lismo e dedicação ajuda para que o doente "REAPRENDA" a falar, assim como o apoio psicologico. Mais uma vez fica bem clara a necessidade de um apoio psicologico
especilizado, tendo em vista a dificuldade de comunicação destes doentes.

Uma vez " REAPRENDIDO" a falar com a sua nova voz, na vida quatidiana surgem, mesmo assim, algumas dificuldades para se fazer entender pelos outros.

* Assim falar ao TELEFONE pode tornar-se complicado

* Em sitios onde haja muita gente, o entendimento é dificultado,
quer dizer ser ouvido e entendido pelos outros.

* Tambem não é fácil determinados serviços onde o cliente e o atendedor estão separados
por um vidro e falam por meio de um intercomonicador:

* Pode ser complicado tocar à campainha de um prédio e responder a quem pergunta
QUEM É.

* Participar na conversa de um grupo muito grande tambem pode ser complicado.

* Tentar comunicar, dentro de um carro com os outros viajantes, torna-se igualmente dificil.

* O alfacto deixa de existir praticamente, com todas as suas consequências negativas que isso acarreta.

* Estas circunstâncias podem influenciar negativamente o estado de espirito procando uma hipersensibilidade
e irritabilidade mais frequente.

De acordo com o testemunho de muitos Laringectomizados, o sexo femenino entende melhor os Laringectomizados do que os masculinos:
Em todas as idades há bons e maus entendedores:
Os que parecem estar a entender mas que depois por um comentário se vê que está longe do assunto em causa:
Outros hà que respondem aos berros, quando na realidade o problema não é o da audição:

Enfim, ficam relatados apenas algumas dificuldades na comunicaçãodo do Laringectomizado com os outros. No entanto, é de salientar que nunca tal eventuali-
dade deve ser razão para desanimo.. há sempre o papel e o lápis ou brincar com os outros dizendõ-lhes que eles é que são maus entendedores. Nunca nenhuma dificuldade em comunicar deve ser razão para a auto-marginalização não querendo estar com os outros,o Laringectomizado deve fazer notar a sua dificuldade e assim impor-se aos
outros.

Os assuntos supra mencionados podem assumir uma maior importância na vida laboral activa. Mas tambem aqui, a força de vontade de cada um para se superar
a si mesmo e superar as suas limitações é fundamental. É exemplo disto, o grande numero de Laringectomizados que trabalha, alguns deles desempenhando funções de
responsabilidade. Perder a laringe não significa perder a capacidade intelectual.

O Laringectomizado não deverá fechar-se sobre si, guardando no seu interior emoções, ideias e reparos. Deve"falar" ou melhor dizendo, F A L E J A R,
parafraseando um outro Laringectomizado. Deverá, antes, colocar~se entre os outros como um igual.

Texto escrito por :HENRIQUE DOMINGUEZ

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CAUSAS DO CANCRO DA LARINGE

Cancro da laringe
Causas
A origem do cancro da laringe, como acontece com todos os cancros, ainda não é suficientemente clara. Todavia, ao contrário do que sucede nos outros tipos de cancro, no da laringe são conhecidos alguns factores intimamente ligados ao seu desenvolvimento, os quais podem ser considerados factores causadores. O principal é, sem dúvida, o hábito de fumar, pois o fumo do tabaco contém substâncias cancerígenas cuja repetida inalação pode provocar a transformação anómala de algumas células da mucosa laríngea. Deste modo, começam a multiplicar-se exageradamente, o que dá origem a um tumor que cresce, invade as estruturas adjacentes e se dissemina para outros tecidos e órgãos afastados, formando tumores secundários (metástases). De facto, a relação entre o tabagismo e o cancro da laringe é tão íntima que, tal como é evidenciado em inúmeros estudos, no mínimo 90% das pessoas afectadas são fumadoras. Além disso, nos vários estudos efectuados sobre o assunto, detectou-se uma relação directa entre o número de cigarros fumados habitualmente por dia e o risco de sofrer da doença.
Além do tabagismo, determinaram-se outros factores de risco, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e também a laringite crónica, provocada por infecções agudas repetidas, má utilização da voz ou inalação persistente de ar contaminado por pó ou vapores irritantes.
Manifestações
Os sintomas iniciais dependem do sector da laringe onde o tumor se desenvolve.
O tumor na glote costuma manifestar-se através de sintomas precoces, pois a alteração na mobilidade das cordas vocais provoca rouquidão e afonia, inicialmente de maneira intermitente, mas ao fim de algum tempo permanente. Além disso, em alguns casos, provoca uma tosse seca, ardor ou sensação de corpo estranho na garganta e, quando o tumor cresce, dificuldade respiratória e dor na deglutição.
Por outro lado, caso o tumor se situe no espaço supraglótico ou no subglótico, ou seja, por cima ou por baixo das cordas vocais, os sintomas iniciais não são tão claros, pois não se produzem alterações evidentes da voz. Em caso de cancro supraglótico, as primeiras manifestações são semeIhantes as de uma faringite crónica, com sensação de ardor na garganta ou de presença de um corpo estranho no seu interior, o que pode induzir a expectoração - apenas quando o tumor cresce é que surgem dores e alterações da voz. Em caso de cancro subglótico, o tumor pode crescer durante muito tempo sem originar problemas na fonação nem na respiração, os quais apenas surgem nas fases mais avançadas, quando invade as cordas vocais e obstrui a passagem do ar para os pulmões.
Caso não seja detectado e tratado a tempo, o cancro da laringe, independentemente da sua localização, costuma disseminar-se por via linfática para os gânglios do pescoço, os quais acabam por aumentar de tamanho. Em algumas situações, é o próprio paciente que recorre ao médico após detectar um aumento do volume dos gânglios linfáticos do pescoço, mesmo antes de se manifestarem os sintomas da fonação.
Nas fases mais avançadas, o paciente apresenta um grande cansaço, perda de apetite, emagrecimento e uma deterioração evidente do estado geral. Sem o tratamento adequado, a evolução desta patologia é fatal a curto ou médio prazo, sem quaisquer excepções Tratamento
O tratamento baseia-se em três medidas terapêuticas: a cirurgia, a radioterapia (aplicação de radiações) e a quimioterapia (administração de medicamentos citostáticos que impedem a proliferação das células cancerosas). A escolha ou combinação destes procedimentos terapêuticos depende, acima de tudo, da localização e extensão do tumor.
Em alguns casos, se o tumor for pequeno e estiver bem localizado, pode ser suficiente a aplicação de radioterapia. De qualquer forma, o recurso a cirurgia é muito frequente, com vista a extracção do cancro e de uma porção mais ou menos extensa da laringe. Como complemento pode-se recorrer a radioterapia e a quimioterapia, terapêuticas que podem ser aplicadas antes da operação com o objectivo de reduzir o tamanho do tumor e facilitar a intervenção, e depois da mesma, de forma a eliminar as células malignas que ainda permanecem na zona ou ainda estejam espalhadas por outras zonas do corpo.
Repercussões da cirurgia. Caso o tumor se situe no espaço supraglótico, pode-se proceder apenas a extracção da parte superior da laringe (laringectomia parcial), o que permite a conservação da voz do paciente. Por outro lado, quando se trata de um tumor na glote, nomeadamente numa corda vocal - a localização mais frequente -, a intervenção pode limitar-se a extracção da mesma (cordectomia), o que per-mite a conservação da voz, embora provoque uma alteração definitiva da fonação. No entanto, caso o tumor já seja muito grande, a única solução é realizar a total extracção da laringe (laringectomia total).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS Prognóstico [+] O prognóstico do cancro da laringe depende essencialmente da fase em que é diagnosticado e em que é iniciado o tratamento.
Normalmente, costuma ser favorável, pois existe uma percentagem de sobrevivência de 65% ao fim de cinco anos. No entanto, quando o tumor é detectado e tratado precocemente, considera-se que a taxa de cura atinge os 90%. O medico responde [+] Diagnosticaram ao meu pai um cancro da laringe e o médico diz que a única hipótese é a extracção de toda a laringe. Isto significa que deixará de poder falar?
A extracção da laringe implica a perda do aparelho de fonação, pois o ar entra e sai do aparelho respiratório através de uma abertura na traqueia, deixando de passar entre as cordas vocais. Todavia, após a operação, o seu pai poderá aprender a falar mediante a utilização de técnicas especiais ou através do recurso a dispositivos específicos. Por exemplo, pode recorrer a "erigmofonia", uma técnica que consiste na introdução de ar no estômago, para depois expulsá-lo pela boca, como se fosse uma eructação, para que os sons possam ser modulados com a língua, os lábios e os dentes. Trata-se de uma aprendizagem lenta e laboriosa, sob a supervisão de um terapeuta da fala, e a voz obtida é diferente da natural, sendo considerada pouco comum, mas possibilita uma comunicação satisfatória. Também existem aparelhos electrónicos que, apoiados ao pescoço, produzem uma série de vibrações úteis na articulação de sons. Deve-se ter em conta que os problemas provocados pela perda da laringe podem ser considerados como um mal "menor", ou seja, como problemas de um tratamento que constitui a única forma de salvar a vida.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A GRIPE "" SUÍNA "" H1N1

Artigo escrito em 23-04-2009 pelo Prof. João Vasconcelos Costa, Doutor e agregado em Medicina (Microbiologia)

A gripe
Provavelmente só porque é fim-de-semana é que os meus amigos, conhecendo-me como virologista, ainda não me questionaram sobre a gripe "suína". Infelizmente, o termo é errado. No caso da gripe aviária que apareceu, há poucos anos, houve infecção de algumas centenas de humanos, mas sem que o vírus pudesse passar desses humanos a outros. Agora é diferente.De suína, esta gripe só tem a origem. De facto, ela é bem humana. Na história da gripe, o aparecimento das grandes epidemias mundiais (pandemias) foi quase sempre por adaptação ao homem de vírus suínos da gripe. Por isto, as expectativas em relação ao vírus aviário H5N1 (sigla que identifica os dois principais antigénios do vírus, e que definem se temos ou não imunidade contra ele) eram a de, com alguma probabilidade, na situação do Extremo Oriente, de grande concentração conjunta de aves, porcos e humanos, o vírus aviário H5N1 passar para o porco e deste para o homem, adquirindo capacidade de transmissão homem a homem.Afinal, como tantas vezes acontece na emergência de novos vírus, a situação foi surpreendentemente diferente. O que aparece é um novo vírus humano - insisto, humano, transmissível de homem a homem - com origem no porco mas no outro lado do globo, no México. Também não é um H5N1 e por isto, como eu e muitos escrevemos na altura, era tolice investir em vacinas contra um vírus que ninguém sabia o que viria a ser - mas sim um H1N1, desaparecido da história da virologia há quase um século. Foi o tipo de vírus que causou a terrível pandemia de 1918, a espanhola, que matou mais gente na Europa do que a guerra mundial que tinha terminado pouco antes. É certo que tem havido, nos últimos invernos, algumas infecções com H1N1, mas não é o tipo hoje mais vulgar e nada garante que o novo vírus seja neutralizado por vacinação com os últimos H1N1 circulantes.Hoje, os dados oficiais mexicanos revelam cerca de 1300 infectados com mais de 100 mortes, uma taxa de letalidade já considerável. Também já há casos nos EUA. O que significa isto? Não quero ser alarmista, mas os meus leitores têm o direito ao que de mais objectivo eu, especialista, possa dizer.Considero uma situação muito preocupante, porque estamos perante condições muito diferentes do que eram as tradicionais na emergência de novas pandemias de gripe. A sua origem não é em zonas rurais da Ásia mas sim numa área metropolitana de 20 milhões de pessoas, em estreito contacto favorecedor de transmissão por via respiratória. Em segundo lugar, os vírus hoje viajam de avião. Finalmente, como disse atrás, trata-se de um tipo de vírus contra o qual há dezenas de anos que não há qualquer resistência imune nem há vacinas rapidamente disponíveis.Que fazer, em Portugal? Para já, a nível individual, nada. A nível das autoridades de saúde, vigilância, controlo a nível de medicina das viagens, planeamento desde já de condições de hospitalização e isolamento de milhares de possíveis doentes (atenção, vai ser a esta escala, transformando a FIL em hospital). O que faria agora eu, como indivíduo? Obviamente, cancelar qualquer viagem marcada para o México ou para o sul dos EUA. Informar-me junto do meu médico sobre todos os sinais de alerta, os sintomas da gripe, que muita gente confunde com os de uma vulgar constipação. Se começar a haver casos em Portugal, usar máscara, deixar de frequentar locais com muita gente, isolar em casa, como prisioneiros, os nossos pais septuagenários. Mas também ter em conta que o mesmo progresso e actual modo de vida que nos vai trazer o vírus de avião também vai permitir o diagnóstico muito precoce da doença, a produção limitada mas razoável de medicamentos e de vacinas.P. S. - Já imagino o que vai haver por aí de pânico em relação ao consumo de carne de porco! Mesmo que a gripe fosse suína, não era pela carne que se transmitiria. Mas, como chamei a atenção, "suína" é neste caso uma referência enganosa, tem a ver só com a origem. Quem a vai ter são os humanos, não os pobres suínos.01.05.2009
Prof. João Vasconcelos Costa
Doutor e agregado em Medicina (Microbiologia), http://jvcosta.planetaclix.pt/moleskine.html#10

segunda-feira, 27 de abril de 2009

É ASSIM MESMO QUE EU QUERO SER ÚTIL FAZENDO AMIGOS

amigo Orlando
gostei imenso da sua mensagem,já agora eu sou o Fernando Nelhas da Silva
53 anos e fui operado em 29 Setembro de 2007 no IPO neste momento estou
com uma ligeira infecção das vias respiratorias, mas penso que rapidamente
vai passar, sou voluntario no IPO e contacto com doentes antes e depois da
operação.
Antes para os tentar preparar para os que os espera e depois no apoio moral.
Fico contente com o seu trabalho no HPV espero que tenha mais amigos a
dar-lhe apoio.
Amigo Orlando eu não consegui ver os seus Blogues porque não me mandou
os endereços dos respectivos,so tendo os endereços e que posso visita-los.
Agradecia pois que mos enviasse assim que lhe for possivel.
Fico pois a aguardar noticias suas amigo Orlando
Grande abraço
Fernando Nelhas


2009/4/24 orlando manuel goncalves monteiro monteiro <orlandomont@live.com.pt>
Ora muito boa tarde amigo FERNANDO SILVA inicialmente vou-me apresentar sou Orlando Monteiro tenho 60 anos de idade e sou um LARINGECTOMIZADO fui operado no dia 10 de Janeiro de 2007 uma LARINGECTOMIA TOTAL no hospital pulido valente a vida cotinua a maior dificuldade é as secreções no entanto tudo bem dando um passo cada dia falo por voz esofágica rasoavelmente é claro que não tem nada como antes. Fiquei muito satisfeito quando recebi a sua mensagemespero que já tenha ido aos blogues eu não percebo nada de internet nem de computadores no entanto sempre vai dando para entreter a dizer mal das coisas que me queriam matar. Amigo a finalidade é conseguir o maior contacto com doentes da patalogia da voz e tentar dar oportunidade aos que vierem até a mim por estemeio poderem se sentir felizes e fazerem-me a mim tambem.Espero contar consigo com apoio a levarmos isto para a frente olhe que com presistencia consegui quese realiza-se o 1º encontro de LARINGECTOMIZADOS do HPV que se fez no dia MUNDIAL DA VOZ no dia 16 deste mês fico a aguardar noticias suas esperando que se encontre em forma receba um forte abraço. ORLANDO MONTEIRO

quinta-feira, 23 de abril de 2009

LARINGECTOMIZADOS COM O APOIO MovApLar

MovApLarNúcleo Regional do SulHorário de funcionamento: todas as 3ªs e 5ª feiras, das 10 às 13.00 horas.

Como sabemos, o Laringectomizado não é um indivíduo sem voz, porque praticamente todos os Laringectomizados podem conseguir exprimir-se por uma voz de substituição, conseguida
Pela aprendizagem da voz esofágica;
Por comunicação através de ajuda vocal electrónica;
Por técnicas cirúrgicas ou por colocação prévia de uma prótese vocal.

Em qualquer das situações, temos que ter permanentemente presente que é necessária

FORÇA DE VONTADE

Daí ter sido adoptado pelo MovApLar um lema que sintetiza este factor importante em três expressões curtas:

EU PENSO – EU QUERO – EU FALO

Os objectivos do MovApLar são os seguintes:

· Colaborar nas campanhas de prevenção desenvolvidas pela Liga, na sua área específica;
· Levar aos futuros ou recém-operados, bem como as suas famílias, o apoio emocional;
· Visitar, apoiar confortar estes doentes, durante a sua hospitalização e, em colaboração total com a equipa médica que os trata, entusiasmá-los a iniciar a aprendizagem da sua voz;
· Incitar estes doentes a fazer a sua reinserção na vida familiar e social, promovendo contactos com antigos operados recuperados;
· Apoiar os Laringectomizados na aquisição de meios de protecção.



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PERGUNTAS E DÚVIDAS " CANCRO " INFORMAÇÔES E PREVENÇÃO

...
Será que algum dia se vai descobrir a cura para o cancro?
O cancro é contagioso?
Os cancros são doenças modernas?
O cancro está a tornar-se mais frequente?
Só os seres humanos contraem cancro?
Todos os nódulos são cancros?
Toda a gente nasce com cancro?
As pancadas e nódoas negras provocam o cancro?
O "stress" provoca o cancro?
Aquilo que comemos pode causar o cancro?
É verdade que os negros nunca apanham cancro?
O cancro é hereditário?
Exactamente, o que quer dizer "curado"?
Pode-se ter cancro e fazer uma vida normal?
O fumo provoca qualquer tipo de cancro?
Porque é que os governos não proíbem os cigarros, já que eles são tão prejudiciais à saúde?
Porque é que é tão importante a prevenção do cancro do pulmão?
Quantas vezes é maior o risco de cancro do pulmão para o fumador em relação ao não fumador?
O tabaco é prejudicial mesmo quando não se fuma?

Será que algum dia se vai descobrir a cura para o cancro?
O cancro não é uma única doença, mas sim um conjunto de muitas doenças diferentes. Essa diferença é determinada pelo tipo de célula onde a doença tem origem. Por serem todos diferentes, os cancros têm comportamentos também diferentes e a sua resposta ao tratamento varia. Alguns tipos são hoje facilmente curáveis por um ou mais métodos de tratamento, especialmente quando este é administrado precocemente. Infelizmente ainda existem alguns que são incuráveis, mas a pesquisa sobre eles continua, e oferece esperanças para o futuro. Parece provável que cancros diferentes exigirão sempre tratamentos diferentes, mas se se conseguir descobrir uma característica básica de todos os cancros, é possível que se venha a desenvolver um tratamento comum a todos. [topo]
O cancro é contagioso?
Não. Mesmo que alguns cancros humanos sejam causados por vírus, eles não são se propagam, como uma constipação ou uma gripe. [topo]
Os cancros são doenças modernas?
Não, os cancros existem há séculos. Há ossos de dinossauros que apresentam excrescências que podem ter sido cancro ósseo. Algumas das múmias egípcias tinham cancro e existem esqueletos de índios sul americanos que apresentam sinais de cancro. [topo]
O cancro está a tornar-se mais frequente?
Actualmente tem-se conhecimento de um maior número de casos de cancro em geral, nos países industrializados. Para esse facto existem três razões principais:
a) O cancro é uma doença que atinge sobretudo as pessoas mais velhas, e agora que muitas infecções e outras doenças foram debeladas, as pessoas vivem mais tempo e o grupo etário mais atingido pelo cancro aumenta.
b) Métodos de diagnóstico melhores e mais exactos identificam hoje muitos cancros que, anteriormente, ficavam por diagnosticar ou nunca eram detectados.
c) A prevalência do cancro do pulmão subiu vertiginosamente devido ao grande aumento do fumo do cigarro. [topo]
Só os seres humanos contraem cancro?
Não. Os animais e as plantas também o contraem. [topo]
Todos os nódulos são cancros?
Não. Na realidade, apenas um escasso número de nódulos são cancros. No entanto, alguém que sinta um nódulo durante mais de duas semanas deverá consultar o médico. Provavelmente não se trata de cancro, mas, se o for, deverá ser tratado com a máxima brevidade. [topo]
Toda a gente nasce com cancro?
Não. Esta é uma ideia antiga, baseada numa teoria que esteve muito em voga durante o passado século. Segundo essa teoria, dentro do nosso organismo existiriam células que seriam vestígios de um anterior desenvolvimento e que se começavam a dividir quando algo as punha em funcionamento. Os investigadores científicos, hoje em dia, não acreditam nessa teoria. [topo]
As pancadas e nódoas negras provocam o cancro?
Os médicos especialistas pensam que não, mas uma pancada ou contusão podem chamar a atenção para um cancro que já exista. A ideia de que um traumatismo físico provoca o cancro parece assentar na ideia, já desacreditada, de que todos temos células cancerosas potenciais "adormecidas" dentro de nós e que "acordam" quando um traumatismo físico ocorre. [topo]
O "stress" provoca o cancro?
Nunca se conseguiu provar que o stress cause cancro, mas, na realidade, não se sabe. Torna-se necessário pesquisar mais neste domínio. O aparecimento de cancro pode estar relacionado com os estilos de vida pouco saudáveis. [topo]
Aquilo que comemos pode causar o cancro?
Provavelmente. Em muitos países onde se consome um tipo de comida "ocidental" registam-se altos índices de cancro do intestino e da mama. A pesquisa que tem sido feita sugere que uma redução de gorduras e um aumento de alimentos contendo fibras poderá reduzir esses valores. Comer vegetais verdes e amarelos regularmente também poderá funcionar como protecção. Torna-se necessária uma pesquisa mais profunda, mas estas recomendações são válidas como promotoras de uma boa saúde. [topo]
É verdade que os negros nunca apanham cancro?
Infelizmente não é verdade. Os negros têm poucas probabilidades de apanhar cancro de pele causado pelo sol, devido ao facto de o pigmento escuro da sua pele os proteger. Em alguns pontos da África têm menos cancro do intestino, provavelmente devido ao tipo de alimentação que fazem. Mas, em certos pontos do globo, os negros são muito atingidos por cancro do fígado e por outros tipos de cancro. [topo]
O cancro é hereditário?
O cancro, em geral, não é. Existem alguns cancros, muito raros, que são hereditários, como é o caso dos retinoblastomas, cancros do olho, nas crianças. Verifica-se também uma tendência para certas famílias terem maior propensão para contraírem certos cancros. [topo]
Exactamente, o que quer dizer "curado"?
Diz-se que uma pessoa está curada quando, tendo sofrido de um determinado tipo de cancro, essa pessoa não tem mais probabilidades de morrer desse cancro do que qualquer outra pessoa da mesma idade e sexo, que nunca tenha tido a doença. [topo]
Pode-se ter cancro e fazer uma vida normal?
Em alguns tipos de cancro, uma cura completa não é possível, infelizmente. No entanto, hoje em dia existem tratamentos que permitem aos doentes levar uma vida activa, por vezes durante muitos anos. Para alguns doentes de cancro, todavia, a vida nunca poderá voltar a ser a mesma. Por isso, é preciso fazer modificações importantes e adaptações pessoais. [topo]
O fumo provoca qualquer tipo de cancro?
Não mas é de longe a principal causa do cancro do pulmão e aumenta o risco do cancro da boca, da laringe, do esófago, da bexiga, do colo do útero e talvez do pâncreas. [topo]
Porque é que os governos não proíbem os cigarros, já que eles são tão prejudiciais à saúde?
Não é assim tão simples. Se se viver num pais produtor de tabaco perceber-se-á facilmente que a proibição súbita da sua cultura provocará um desequilíbrio na economia e acabará com a fonte de rendimento de muitas pessoas. A mudança tem que ser planeada de forma a que o tabaco possa ser substituído por uma cultura melhor e mais rentável. Há ainda o problema de, se se proibir o fumo, as pessoas poderem vir a querer fumar ainda mais. Quando o álcool foi proibido nos Estados Unidos, começou a haver contrabando e as pessoas reuniam-se em salas clandestinas, apinhadas de gente, para beberem. Um bom começo seria banir o consumo do tabaco em todos os estabelecimentos públicos, como escolas, locais de trabalho, etc. [topo]
Porque é que é tão importante a prevenção do cancro do pulmão?
O cancro do pulmão é ainda um dos que tem menos possibilidades de cura. Um dos principais problemas é que o cancro do pulmão é muito difícil de detectar antes de estar numa fase muito adiantada, em que apenas um em cinquenta pode ser curado. [topo]
Quantas vezes é maior o risco de cancro do pulmão para o fumador em relação ao não fumador?
Até 25 ou 30 vezes maior. O risco aumenta com o número de cigarros que se fuma e com o número de anos em que a pessoa fumou. Quando mais cedo se começa a fumar, maior é o risco de contrair cancro do pulmão. [topo]
O tabaco é prejudicial mesmo quando não se fuma?
O tabaco que é mascado, quer em saquinhos, sob a forma de "quid” (mistura de noz de areca com tabaco e cal apagada, usada em algumas partes do mundo, como, por exemplo, na Índia), ou sob qualquer outra forma, pode causar cancro da boca.
O tabaco que é inalado sob a forma rapé pode causar cancro das vias nasais ou da garganta.
O fumo dos cigarros que é inalado por outras pessoas pode causar problemas de saúde, especialmente em crianças pequenas. [topo]


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LINHA DE APOIO Á PESSOA COM CANCRO

É uma linha de apoio à pessoa com cancro da Liga Portuguesa contra o Cancro, com o apoio da Sanofi Pasteur MSD.
O objectivo da Linha Cancro, é informar e apoiar a pessoa com cancro e a sua família ou amigos, em aspectos que digam respeito à doença, direitos dos doentes e instituições ou centros de tratamento.
808 255 255 - horário de funcionamento das 9 às 22 horas (2.ª a 6.ª feira)